31 maio 2012

Portugueses no encontro Bilderberg deste ano

Em Chantilly, Virginia, USA, 31 May-3 June 2012:
Amado, Luís - Chairman, Banco Internacional do Funchal (BANIF)
Balsemão, Francisco Pinto - President and CEO, Impresa; Former Prime Minister
Moreira da Silva, Jorge - First Vice-President, Partido Social Democrata (PSD)

Alemanha anda às voltas mas sabe o que quer...

Ouro: Portugal tem das maiores reservas do mundo : E é em Portugal que o ouro tem mais peso no total das reservas monetárias: 91,5%. Na generalidade dos outros países, a grande maioria das reservas é constituída por divisas estrangeiras. Só há mais um país em que as reservas de ouro constituem mais de 80 por cento das reservas monetárias. E esse país é a Grécia (83,3%).

Em Agosto de 2011: Alemanha: resgatados devem dar ouro como garantia : Os países resgatados devem dar as suas reservas de ouro como garantias para os empréstimos. A proposta é do partido cristão democrata alemão, da chanceler Angela Merkel, e, a ser aprovada, abrangerá Portugal, juntamente com a Grécia e Irlanda. Uma medida que conta já com a oposição de Merkel.

Em Maio de 2011: Imprensa alemã sugere que Portugal venda reservas de ouro : O deputado liberal Frank Schaeffler, perito em assuntos financeiros, considerou, por sua vez, que "não seria solidário" Portugal pedir um empréstimo internacional sem vender as 385 toneladas de ouro que possui, avaliadas em 12 mil milhões de euros.

26 maio 2012

Mais uma facada no jornalismo?

Ontem, na RTPN, Proença de Carvalho e Carlos Amaral Dias defenderam que os meios de comunicação social deviam divulgar a sua orientação política, por uma questão de transparência. Esta questão é recorrente - nomeadamente quando se aproximam eleições - quando nos anos pós-25 de Abril de 1974 se defendeu precisamente o contrário. Tenho sérias dúvidas sobre isto mas vamos aceitar que é uma boa e genuína intenção:

1) lá fora, em países mais e muito modernos, o "publisher" ou "editor" decide e divulga a orientação política do meio de comunicação social. Cá, teríamos Pinto Balsemão a definir a orientação de todos - e ainda são alguns - títulos da Impresa, do Expresso à Caras ou da SIC à revista Telenovelas. Paulo Fernandes faria o mesmo para os títulos da Cofina, do Correio da Manhã ao Record. Joaquim Oliveira decidia do Diário de Notícias ao Jogo qual o partido a apoiar. A família Azevedo decidia sobre o Público, enquanto a Igreja Católica olhava para a Rádio Renascença e outros meios católicos. Guilherme Costa mandava na RTP e RDP, com a Lusa por arrasto. A Media Capital pedia instruções a Espanha sobre que partido português colocar em destaque. Todos os outros "publishers", das pequenas edições em papel às pequenas posições online, do ecrã ao rádio no automóvel, teriam os patrões a dizer e a revelar publicamente qual a facção a apoiar. Brilhante. Impossível?

2) pode dizer-se que a nomeação do director faz exactamente isso - embora sem a requerida divulgação pública. É a administração dos meios de comunicação social que contrata o director para um cargo de confiança - jornalística, económica, política. A solução é então ser o director a definir a orientação política do meio de comunicação social sob a sua batuta. Mas...

3) dificilmente, até pela circulação de directores, editores e jornalistas (agora mais contida), é possível o director dizer que o jornal vai passar a ser de direita quando herda jornalistas de esquerda. Nos cargos de confiança (editores, subdirectores), pode não ser difícil nomeá-los mas vai despedir os que são contra a sua facção política? A administração aprova essa medida?... As redacções são tão politicamente multifacetadas que o director dizer que o jornal é de direita quando tem jornalistas com pendor de esquerda só pode dar para o torto - literalmente.

4) esta visão acarreta uma outra de que um jornal é só política ou só serve para fazer política - e é profundamente errada mas infecta o discurso sobre os media em geral. Deixando de lado as secções da própria política, da economia ou da sociedade (mais próxima do poder autárquico), o efeito de uma declaração do "publisher" ou do director numa direcção política degeneraria igualmente numa politização de todas as outras secções (porque nâo?), do desporto à ciência e tecnologia (onde existe...) ou à informação útil como a meteorologia (as maleitas atmosféricas no país seriam culpa de ventos do país da esquerda ou do oceano da direita consoante a posição do leitor e da política do jornal, por exemplo). Numa revista de vinhos de esquerda, teríamos só recensões a líquidos do Alentejo, por suposição? Numa revista de automóveis com tendências sociais-democratas, só eram analisados carros alemães?

5) este tipo de posição não só não é novo como já teve exemplos concretos que ajudam a entender o que se pode vir a passar. Alguns exemplos são os extintos Semanário, O Dia, O Liberal ou A Capital, exemplo forte na direcção de Luís Osório no pendor socialista ou anti-Bush.

6) ora se os exemplos de declaração política da linha editorial têm este impacto no negócio dos media, porquê defendê-lo? Por interesse pelos interessados? Mas então, porque razão o leitor/telespectador/ouvinte não procura os meios de comunicação marcadamente políticos que lhes interessa? Porque razão o Avante, o Acção Socialista, o Povo Livre e outros não têm uma audiência espectacular, eles que não precisam de declarar ao que vêm porque já se sabe?...
Em resumo, de cada vez que ouço defender a politização dos meios de comunicação social, parece-me - e é defeito meu, obviamente - que alguém deseja acabar com o que resta da media minimamente decente que ainda temos. E por isso não percebo, sinceramente, o que querem duas pessoas como Proença de Carvalho (ex-director da RTP e ex-candidato ao quarto canal de televisão) ou Amaral Dias (colaborador do Expresso, pelo menos) com este tipo de opinião. Mas, re-afirmo, é falha minha. Eles não desejam propaganda, uma outra coisa que pouco tem a ver com comunicação social séria. E que funciona assim:

05 maio 2012

Superlua, hoje

Saturday’s Supermoon: Facts, Myths and Observing Tips

Porque trabalhamos ao fim de semana


Why We Work on the Weekend: According to the Department of Labor’s American Time Use Survey, while the average full-time employee’s workday has stayed consistent in recent years (at 8.4 hours), the proportion of people who work on the weekends has slowly increased to 35 percent.

04 maio 2012

May the 4th Be With You

Hoje é "Star Wars Day": Happy Star Wars Day

Inversão rítmica

SmartInversion is a helium-filled flying object that moves through the air by turning inside-out. This constant, rhythmically pulsating movement is known as inversion and gives the flight model its name.

Coisas que é bom saber... no Documento de Execução Orçamental

As dotações públicas que aumentam de 2012 para 2013:
Segurança interna porquê? Antecipação de problemas na via pública? Não, é "o valor adicional para efeitos da aplicação das tabelas remuneratórias aprovadas em 2009 e ainda não integralmente concretizadas". Na “Representação Externa”, é "para assegurar os compromissos externos em relação a organizações internacionais".