11 maio 2014

Coisas que é bom saber sobre como se "martelam" os números do desemprego

É um dos dados novos nos últimos anos de escalada na taxa de desemprego. Os chamados inativos disponíveis mas que não procuraram emprego (276,6 mil) e os inativos à procura mas não disponíveis (25,8 mil) representam hoje, conjuntamente, uma importante fatia da população.

São, na maioria dos casos, verdadeiros desempregados, mas que não são assim considerados para efeitos estatísticos uma vez que o critério do INE - que segue a metodologia europeia - impõe que estejam, simultaneamente, disponíveis e que tenham feito algo para encontrar um emprego.

Um desempregado que pretende trabalhar mas que, por alguma razão, não tenha procurado é considerado inativo disponível e não entra na estatística dos desempregados. Em muitos casos, são pessoas que simplesmente desistiram de procurar por achar que não vão conseguir depois de um longo período a tentar. Basta sublinhar que existem cerca de 500 mil desempregados há mais de um ano e há 307 mil que procuram, sem sucesso, há mais de dois anos.

No caso dos inativos que procuraram mas não estão disponíveis são pessoas que até procuraram, mas que não estavam disponíveis para começar imediatamente.

Se estas duas rubricas dos inativos, que o INE destaca nos seus quadros, forem incluídas na população ativa e nos desempregados a taxa real seria de 19,8%.

Há ainda outro grupo de trabalhadores que estão em situação de subemprego, ou seja, têm emprego a tempo parcial, mas gostariam de trabalhar mais horas. Houve uma descida no primeiro trimestre mas são, mesmo assim, 244,9 mil pessoas.

De Cinco razões para continuar preocupado com o desemprego

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