29 março 2014

A sonolência da Lusa quando escreve sobre o sono

Afirma a agência Lusa que "Estudo diz que ataques cardíacos aumentam na segunda-feira após mudança de hora".

Dizem os autores do estudo: "Daylight saving impacts the timing of heart attacks - Setting clocks ahead 1 hour may accelerate cardiac events in some, a large study shows".

Diz a Lusa:
Um estudo de cardiologistas, apresentado hoje numa conferência nos Estados Unidos, revelou um aumento nos ataques cardíacos na segunda-feira seguinte à mudança para a hora de verão, como vai acontecer nesta madrugada.

Dizem os autores do estudo:
Heart attacks historically occur most often on Monday mornings. Sandhu explains that in looking at other "normal" Mondays, there is some variation in events, but it is not significant.
Diz a Lusa:
A pesquisa foi realizada com base em dados recolhidos em hospitais do estado norte-americano de Michigan, que permitiram concluir um acréscimo de 25 por cento no número de ataques cardíacos na segunda-feira seguinte à mudança de hora.

Dizem os autores do estudo:
Researchers used Michigan's BMC2 database, which collects data from all non-federal hospitals across the state, to identify admissions for heart attacks requiring percutaneous coronary intervention from Jan. 1, 2010 through Sept. 15, 2013.
Diz a Lusa:
Durante quatro anos consecutivos, os investigadores, que apresentaram o estudo na American College of Cardiology, apurou um total de 93 ataques cardíacos na segunda-feira anterior à mudança de hora.
Este número aumentou para 125 na segunda-feira seguinte aos ponteiros no relógio terem avançado uma hora, enquanto na terça-feira desceram 21 por cento.

Dizem também os autores do estudo:
The hospitals included in this study admit an average of 32 patients having a heart attack on any given Monday. But on the Monday immediately after springing ahead there were on average an additional eight heart attacks. There was no difference in the total weekly number of percutaneous coronary interventions performed for either the fall or spring time changes compared to the weeks before and after the time change.

Diz a Lusa:
"Pode ser que as pessoas sejam muito sensíveis à perda de uma hora de sono", disse o cardiologista Amneet Sandhu, da Universidade do Colorado, em Denver.

Diz Sandhu:
"It may be that we as people are very sensitive to even 1 hour's loss of sleep in the context of our baseline stress levels," he said. "Sudden changes in sleep or time shifts may accelerate heart attacks in particularly vulnerable patients."
Diz a Lusa:
O especialista concluiu que o resultado do estudo "pode significar que as pessoas vulneráveis a problemas do coração apresentam grandes riscos após as mudanças de horário", afirmou.
Diz Sandhu:
"It may mean that people who are already vulnerable to heart disease may be at greater risk right after sudden time changes."

Dizem os autores do estudo:
"If we can identify days when there may be surges in heart attacks, we can be ready to better care for our patients," said Sandhu. Gaining an hour in the fall may have the opposite effect, though authors don't know why there were fewer heart attacks on Tuesday rather than Monday.

Diz a Lusa:
Sandhu revelou que foram comparados indicadores no Havai e Arizona, sem hora de verão, possibilitando a conclusão desta pesquisa de quatro anos.
Dizem os autores do estudo:
Sandhu said it would be interesting to compare these findings against heart attack trends in Hawaii and Arizona, which do not have daylight saving time.
Além da total falta de contextualização sobre o assunto, podiam - bom, isso já é pedir muito, eu sei... - ter explicado que este tipo de estudo é raro mas não inédito: It has been postulated that people in Western societies are chronically sleep deprived, since the average sleep duration decreased from 9.0 to 7.5 hours during the 20th century. Therefore, it is important to examine whether we can achieve beneficial effects with prolonged sleep. The finding that the possibility of additional sleep seems to be protective on the first workday after the autumn shift is intriguing. Monday is the day of the week associated with the highest risk of acute myocardial infarction, with the mental stress of starting a new workweek and the increase in activity suggested as an explanation. Our results raise the possibility that there is another, sleep-related component in the excess incidence of acute myocardial infarction on Monday. Sleep-diary studies suggest that bedtimes and wake-up times are usually later on weekend days than on weekdays; the earlier wake-up times on the first workday of the week and the consequent minor sleep deprivation can be hypothesized to have an adverse cardiovascular effect in some people. This effect would be less pronounced with the transition out of daylight saving time, since it allows for additional sleep. Studies are warranted to examine the possibility that a more stable weekly pattern of waking up in the morning and going to sleep at night or a somewhat later wake-up time on Monday might prevent some acute myocardial infarctions.

O que quer Snowden?

A revista alemã Der Spiegel revela este sábado que 122 chefes de Estado foram espiados pela NSA. Destes 122, apenas são mostrados dados agregados sobre 11.

Os meios de comunicação social - incluindo o The Intercept - estão a pegar na história pelo lado alemão, de que a chanceler Merkel foi alvo de mais de 300 relatórios. Mas...

Mas basta ver a imagem que acompanha o artigo para se perceber duas coisas: o número de relatórios sobre Merkel é equivalente ao do presidente somali Yusuf e que o presidente sírio al-Asad foi alvo de mais de 800 relatórios.

Isto não diminui o carácter pervasivo da espionagem inter-continental mas dá-lhe contexto quantitativo. E qualitativo. Porque não foram revelados os dados sobre os restantes 111 governantes?

O Washington Post questionava há alguns dias, em "Snowden’s leaked NSA trove yields its secrets only slowly":

Why, given that Snowden’s leak occurred about 10 months ago, are revelations still emerging?

The short answer, according to the journalists behind the articles, is that the documents don’t give up the NSA’s secrets clearly or cleanly. Their technical, and often cryptic, references to NSA programs require painstaking reporting and consultations with national-security and technical experts to unravel.

“It takes a long time to go through tens of thousands of complex surveillance documents,” said Glenn Greenwald, who has written dozens of stories about the NSA since last year, mostly for the Guardian and lately for the Intercept, a start-up backed by First Look Media. “It takes an even longer time to process and understand them sufficiently to report them accurately and to make informed decisions about what should be disclosed in accordance with our agreement with our source,” who is Snowden.

Martin Baron, The Post’s executive editor, said the Snowden documents are filled with “hints and clues and fragments. These are pieces of a puzzle that you have to put together,” a time-consuming process.

The documents, for example, use cover names, abbreviations and operational concepts familiar to government security officials — their intended readers — but not to the average reader or journalist, said Barton Gellman, The Post’s principal reporter on the story.

“A bunch of them require a foundation in computer science or network technologies,” Gellman said. “The documents we’ve published required a lot of annotation for general readers, and we chose them because they were among the clearest.”

Ou seja, neste puzzle que vai sendo divulgado, Snowden parece estar a dirigir-se muito mais aos "intended readers" da segurança governamental, enquanto outros documentos mais acessíveis aos "general readers" omitem informação quando a passa aos jornalistas.

É uma generalização mas, perante isto, fico na dúvida se o WikiLeaks não terá sido uma melhor aproximação, apesar das críticas de revelar documentos secretos sem edição.

Dos dados pessoais na fatura da sorte

Sim, os contribuintes são obrigados a terem o número de identificação fiscal (NIF) para lidarem com as Finanças e com este e outro tipo de entidades.

Sim, "as contas mensais de serviços como água e eletricidade, cujas faturas são enviadas para o consumidor já com número de contribuinte, estão assim a concurso".

Não, o NIF não pode ser usado para a fatura da sorte porque, segundo a lei da protecção dos dados pessoais, estes devem ser "recolhidos para finalidades determinadas, explícitas e legítimas, não podendo ser posteriormente tratados de forma incompatível com essas finalidades".

O cidadão é obrigado a ter o NIF para se entender com as Finanças e estas acham que o podem usar para sortear carros? Nunca na inscrição nas Finanças isso é dito ao contribuinte.

O Governo declara às claras que "o sorteio «Fatura da Sorte» tem por finalidade valorizar e premiar a cidadania fiscal dos contribuintes no combate à economia paralela, na prevenção da evasão fiscal e da concorrência desleal, de forma a prosseguir um sistema fiscal mais equitativo".

O que fez a Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD) perante isto? Clarificou no seu parecer 6/2014 que como os contribuintes já tinham de entregar as facturas, não se opunha a que lhes fossem entregues "prémios atribuídos em espécie". Faz espécie? Faz.


Até porque a CNPD se preocupou mais na diminuição do prazo de conservação dos dados do que com o detalhe da finalidade da entrega dos dados.

O Fisco pedia quatro anos, obteve seis meses a partir de cada sorteio. Melhor sorte teve a Fundação Luís Figo, que no registo 23/2014 na CNPD consegue guardar até 10 anos os dados pessoais para licitação em leilões online. 10 anos...

Mas aquilo a que a CNPD não responde no parecer é o seguinte: pode a Autoridade Tributária usar dados com a finalidade de gestão da relação contributiva do cidadão com o Estado para, "com o apoio e colaboração da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa" (segundo a Portaria 44-A/2014, que rege o sorteio), permitir que o Governo faça "publicidade encapotada" à Audi em algo que "'não dignifica' o ato tributário"?

Não, agora a sério, a questão é: pode a Autoridade Tributária usar dados do cidadão entregues para a gestão da sua relação contributiva com o Estado para este os usar num concurso a que o cidadão se tem de opor para não ter os seus dados pessoais sorteados em fatura?

28 março 2014

A convergência das pensões e das revelações

Ontem, quinta-feira, o assunto parecia encerrado: segundo a Rádio Renascença (RR), "Foi um membro do governo – o secretário de Estado da Administração Pública, José Leite Martins – a divulgar a informação sobre novas regras que estão em estudo para as pensões".

Ainda segundo a RR, "o mesmo governante autorizou os jornalistas convocados a divulgar na íntegra aquela informação, atribuindo-a a uma fonte oficial do ministério".

Hoje, sexta-feira e após desmentidos e erros, seis jornais e uma agência "tomam posição comum" e "reafirmam que cumpriram todas as regras da profissão, bem como o acordo feito, em colectivo e na presença de todos, com o membro do Governo que convidou os jornalistas".

Nenhum dos sete revela a fonte - cumprem o acordado com a mesma... - mas a RR está de fora deste comunicado.

Ora se a rádio de grande audiência não esteve presente no "colectivo", como soube quem foi a fonte que divulgou a informação?

Foi o secretário de Estado? Se foi, quer ir?

Ou houve protecção de fonte nos sete mas isso não impediu a partilha com quem lá não esteve?

Se sim, é, sem dúvida, uma inovadora forma de divulgação das fontes, cumprindo todas as regras da profissão.

O pseudo-serviço público que pagamos pela RTP


Jornalismo oculto no Telejornal da RTP: É extraordinário que, não tendo a ciência uma presença regular no Telejornal, esse espaço seja dado à pseudociência.

[A]penas 0,8% do tempo dos telejornais em horário nobre é dedicado à ciência, a duração média das peças de ciência no Telejornal da RTP é de três minutos e vinte e quatro segundos e 92% destas têm menos de cinco minutos. No entanto, a televisão pública achou por bem criar um espaço cativo para a pseudociência em horário nobre, a que chamou Acreditar. (...)

Em cinco dias, a televisão pública usou 41 minutos e 39 segundos do Telejornal para fazer publicidade a produtos e serviços milagrosos. Isto não é serviço público. Serviço público seria contribuir para desmistificar estas crenças. A RTP poderia fazer reportagens sobre estes assuntos. Poderia ouvir os curandeiros e recolher testemunhos de clientes satisfeitos. Mas teria que apresentar também um contraponto racional, referindo o conhecimento científico acerca do assunto, recolher também testemunhos de clientes insatisfeitos (ou será que não os há?). A televisão pública portuguesa não poderia simplesmente assumir-se como um magafone acrítico dos curandeiros e cartomantes. Porque isso não é jornalismo. É publicidade enganosa. Seria grave em qualquer contexto. Mas na RTP, que recebe dinheiro de todos os consumidores de electricidade em Portugal, incluindo dos cegos, para fazer serviço público, é inadmissível. É extraordinário que, não tendo a ciência uma presença regular no Telejornal, esse espaço seja dado à pseudociência. Não sei o que se passa pela cabeça dos responsáveis pela informação na RTP. Nem que concepção delirante de serviço público justifica esta opção. Mas isto é uma iniciativa (deliberada ou inadvertida) que contribui para acabar com a ideia de serviço público de televisão.

A ilusão da escolha

via These 10 Corporations Control Almost Everything You Buy:

23 março 2014

É o mesmo Cymerman da SIC?

Então é assim: um jornalista Cymerman vai cobrir a viagem do Papa a Israel e será pago pelo turismo de Israel.

Não há problema: "The Portugal-born reporter says he sees no ethical problem in producing a campaign for a government agency".

É o mesmo homem que ganhou o "Daniel Pearl Award by the Anti-Defamation League (ADL) for investigative reporting"?

E que entrevistou José Eduardo dos Santos? A seguir vai fazer o quê? Tratar do turismo de Angola?...

E a SIC, não diz nada?

19 março 2014

A banca rota

Vítor Gaspar lembra que bisavô de Ferreira Leite não quis pagar dívida:
José Dias Ferreira, presidente do conselho de ministros na altura da bancarrota de finais do século XIX (de 1892 a 1893), foi, na opinião de Gaspar, quem espoletou o incumprimento soberano do país porque "Dias Ferreira rejeitou o convénio com os credores proposto por Joaquim Pedro Oliveira Martins [o ministro da Fazenda ou das Finanças na altura]". "A resposta de Dias Ferreira foi que não se devia pagar", atirou.

Na sequência de uma grave crise financeira, a bancarrota de Portugal haveria de acontecer em 1892. O governo cairia no ano seguinte. 

Lido assim, o "Vitorzinho", até podia ter razão. Mas - e já que fala de antepassados -, o "Salazarinho" cujo "avô já era contabilista numa fábrica das mais importantes companhias de lanifícios do País", avô esse que era "temido pela militância activa na Legião Portuguesa, a força paramilitar de defesa da ditadura com estreitas ligações à polícia política (PIDE)", e cujo tio recolhia músicas populares, parece estar errado. Como esteve enquanto dominou as finanças em Portugal, IMHO, e nos trouxe para onde estamos.

Segundo Pedro Lains (vale a pena ler tudo - e nem sequer procurei mais sobre este "Portugal do final do século XIX viu-se sem alternativa"):
Há uma grande nuvem de fumo sobre a crise financeira de 1891-1892 por causa do aceso debate político que a rodeou. Em finais da década de 1880, as contas externas de Portugal sofreram cortes importantes em três fontes de receitas de ouro e divisas: as exportações de vinho, afectadas pela recuperação do vinho francês; as remessas de emigrantes, que baixaram por causa de problemas políticos no Brasil; e a colocação de empréstimos no exterior, afectada pela falência do corrector principal do Estado português, a casa bancária Baring Bros.
Com tudo isso veio a crise financeira. Para a resolver, num clima de instabilidade política, sucessivos governos tomaram sucessivas medidas. A primeira, logo em 1891, foi cortar nos salários dos funcionários públicos e aumentar os impostos, incluindo os impostos sobre os juros da dívida pública comprada por nacionais. Depois, foi a decisão de abandonar o padrão-ouro. A seguir, em 1892, veio o imposto para o serviço da dívida pública detida por estrangeiros. A isso se chama por vezes, impropriamente, a bancarrota. Mas Portugal não deixou de pagar, cortou com um imposto os juros em 1/3 aos credores nacionais e 2/3 aos credores estrangeiros.
Finalmente, no mesmo ano de 1892, foi reforçado o proteccionismo nas alfândegas de Portugal e das colónias. Consequências disto tudo? Boas, em geral.

09 março 2014

Pirataria: quem a favorece e porquê?

Concorda com estas afirmações?
"Todos os dias, os canais de televisão e os meios de comunicação social em geral, sem qualquer destaque, utilizam conteúdos protegidos, sejam eles autorais, informativos ou outros, sem nada pagarem em troca. A arbitrária utilização desses conteúdos serve essencialmente como suporte à difusão de mensagens publicitárias, essas sim a verdadeira e choruda fonte de receita para as empresas que gerem esses canais de televisão.

A palavra é dura, mas não há outra para definir este processo: pirataria. Essa pirataria está a levar grandes operadores de vídeo na Internet a radicalizarem legitimamente as suas posições, por estarem conscientes do prejuízo que lhes é causado, ameaçando postos de trabalho e a própria sobrevivência dos autores em geral. As vantagens quotidianas dos canais informativos não estão em causa, mas sim o modo abusivo como utilizam conteúdos que não lhes pertencem e que não remuneram". 

Se, como fiz, alterar os primeiros parágrafos do artigo do presidente da Sociedade Portuguesa de Autores neste "Google: quem o favorece e porquê?", é exactamente isto que está a suceder com, por exemplo, o YouTube e a cópia descarada de vídeos para emissão televisiva com a simples menção de autor como sendo o YouTube... - e de que a mais descarada versão são os programa do tipo "Apanhados", feitos apenas à conta de vídeos online que não pertencem aos canais de televisão...

Ou seja, parece que os autores, para José Jorge Letria, só estão num dos lados da pirataria. Os autores que colocam vídeos no YouTube não têm direitos. Mesmo que sejam canais de televisão nacionais que colocam os seus conteúdos numa plataforma de vídeo online que pertence à Google com quem litigam. Estamos conversados sobre incoerências de defesas e de negócio.

Mas há mais neste artigo de Letria: é estranho um autor como ele - e que sabe muito do valor das palavras ou, pelo menos, sabe um pouco do valor das palavras... - citar uma entrevista em que muda o que ali é dito, mesmo que sejam pormenores como dizer que é "muito estranho" quando o entrevistado diz ser "um pouco estranho".

Da entrevista citada a Levine, é isto que diz o entrevistado:
"Levine - Uma das coisas de que eu gosto sobre a Europa é que, quando os EUA não regularam a Microsoft, a Europa o fez. Quando os EUA não regularam a Intel, a Europa o fez. Não acredito que os EUA vão regular o Google. Porque eles são muito próximos de Obama.

Folha - Google e outras empresas de tecnologia têm feito encontros e jantares com Washington ultimamente.
Levine - O Google doa muito dinheiro para Obama. Eric Schmidt [executivo do Google] foi um sério candidato a secretário do Comércio. Como você pode ter um secretário do Comércio que pensa que tudo deve ser grátis? É um pouco estranho". 

Na realidade, dessa entrevista de 2011 (!) mal citada em 2014, o que Levine diz é acreditar que a Google pode ser travada na Europa. Mas não é isso que se depreende do escrito de Letria, numa altura que a Europa quer travar a Google...

Por fim, não defendo nem nunca defendi a posição unilateral como a Google tem gerido o processo Google News. Tem feito avanços, discretos e consoante a pressão dos países, o que pode justificar essa discrição - mas é insuficiente e tem sido um processo demorado. Mas também não alinho em posições bacocas e tardias num momento - que Letria não pode desconhecer - em que a Google anda a falar com os responsáveis portugueses sobre este assunto. E em que ele toma partido público por parte de alguns editores e autores, mas não de todos...

E não é que tem razão?

José Alberto Carvalho lança criticas à televisão paga: O pivot do Jornal das 8 lamenta ainda o crescimento da televisão por cabo que explora o «escassíssimo mercado publicitário», lançando críticas ao atual panorama televisivo: «Muitas dessas empresas estão sediadas em Espanha e nos outros países. Não produzem em Portugal, as legendas são automáticas, os programas são de pacote e os impostos são pagos lá fora. E não vejo isso a ser discutido».

Imagem deste "Jornalista garante que gafe da TVI é montagem": "Houve um erro de grafismo por parte da TVI24. Nós queríamos escrever a palavra 'abandonou' mas, durante alguns segundos, esteve na antena a palavra 'abandanou'. O que aconteceu foi que alguém aproveitou, depois, o oráculo da TVI e fez uma fotomontagem, espalhando-a nas redes sociais", explicou o jornalista.