10 janeiro 2012

Que bom, alternativas à sopa...

Forget SOPA: Copyright owners must build a better BitTorrent: the large levels of pirated content downloaded on sites and BitTorrent proves something else: that content owners aren't offering enough legitimate, user-friendly avenues to get content. [...] There are basically three approaches for content owners, Price says. One is to sue sites out of existence, which has worked in some cases. Another is to push legislation such as the aforementioned bills. But in the long run, the most effective method is to simply compete more effectively...

A ler

Os links da #PL118

Chaplin gratuito

7 Classic Free Charlie Chaplin Films

Propostas para uma nova governação

A proposal for governance: Stigmergy, beyond competition and collaboration

08 janeiro 2012

Privacidades e liberdades

Why 2012 is starting to look like 1984: Between SOPA, NDAA, telecommunications surveillance, and people's willingness to share endlessly via social networking, will 2012 mark the year consumers irreversibly surrender their privacy and freedoms?

Realidades ou fantasias?

Science Fact or Fantasy? 20 Imaginary Worlds WARNING: Potential spoilers.

Estratégias de media online: aumentar preços...

Cracking the Paywall: But here is the interesting point: The strongest players don’t just bow to the inevitable, they accelerate their transition to digital. This week, I was struck by the fact two such leaders made the same move: The New York Times and the Financial Times both announced a whopping 25% newsstand price hike

Tal como em 2016: 15 anos depois, o que é feito dos blogues?

Uma década depois do "boom", o que é feito dos blogues?

“Me”dia e audiências

You Can’t Spell Media Without “Me”

Um século em 10 minutos (1911-2011)

Pitágosauro

O que é que "eles" não entendem?

Don't let war on piracy break the internet: Legislation on internet piracy presented to Congress last year is the typical kneejerk response of the 'content' industry to change [...]
A major hosting service (Blogger.com, for example) will contain many thousands of individual blog sites, a few of which may be fostering or practising piracy. But a DNS block would make the entire Blogger.com universe vanish.

07 janeiro 2012

Coisa de rodas

Bike Art: Bicycles in Art Around the World

Lições

What newsrooms should learn from Kodak

Una persona que empezaba a dormirse comodamente en su asiento...

Privacidad en los autobuses

Coisas de artistas

Uhmmm...

Can a Court Make You Give Up Your Password? That’s the controversial debate that’s shaping up in U.S. District Court in Colorado. Ramona Fricosu has been charged with bank fraud and the case seemingly hinges on an encrypted computer.
Prosecutors argue that Fricosu should have to decrypt the computer, essentially giving investigators access to whatever is behind password protection. Fricosu’s attorney says that’s a violation of her right to privacy and her right against self-incrimination as protected by the Bill of Rights.

Uau!

National Geographic Photography Contest Winners

Incluindo o seu

A subserviência dos jornalistas perante o poder económico: os jornalistas não têm como única função fiscalizar o poder político, mas fiscalizar todos os poderes. Incluindo o seu. Quando não o fazem tornam-se inúteis.

05 janeiro 2012

04 janeiro 2012

Desastres

Globally, 2011 Was Costliest Disaster Year Ever: At $380 billion, global economic losses from natural disasters in 2011 were two-thirds higher than in 2005, the previous record year, which had losses of $220 billion.

Why?

Why Would a Newspaper Company Launch a Startup Incubator?

Rollerman

Free

Philip K. Dick: Download 11 Great Science Fiction Stories

A descobrir

7 Bizarre Easter Eggs Hidden in Great Works of Art

Notícia

Online is UK's second-favourite news source, but only 3.8% pay: According to a study by Oliver and Ohibaum, 68% of UK consumers source news content online compared to 75% from TV and 54% in newspapers.
But though only 3.8% pay for online news, the percentage of users paying for content increases on mobile (9%) and tablet (19%).
The data means that news providers will need to rely on advertising rather than pay walls to bring in revenue

02 janeiro 2012

Top 10

Music Critic Top 10 Lists - Best Albums of 2011:
1 Let England Shake by PJ Harvey
2 Bon Iver by Bon Iver
3 21 by Adele
4 Watch the Throne by Jay-Z and Kanye West
whokill by tUnE-yArDs
6 House of Balloons by The Weeknd
7 Strange Mercy by St. Vincent
8 Take Care by Drake
9 Helplessness Blues by Fleet Foxes
10 Black Up by Shabazz Palaces

O que não dizer em 2012

What not to say in 2012:
Amazing
Baby Bump
Shared Sacrifice
Occupy
Blowback
Man Cave
The New Normal
Pet Parent
Win The Future
Trickeration
Ginormous
Thank You In Advance

Decisões de ano novo...

How to Start Your Information Diet

Pois...

Rethinking the Growth Imperative: perhaps a crisis is exactly the occasion to rethink the longer-term goals of global economic policy.

Livros escultura

por Guy Laramee.

Amores

30 dezembro 2011

Desenhos de Blade Runner

"Out of print", disponível online.

Pub da boa: por onde voam as malas?

Cinema em 2011

Pistas

How will technology influence the news in 2012?

Coisas da ciência por cientistas

Scientists List Year's Most Fascinating Discoveries

O ano da Apple: Steve Jobs morre e as acções sobem?!?

Apple's Bumpy Year

Uma questão de atenção

Unpredictable Rewards: Twitter's "Activity" Stream And Our Dwindling Attention Reservoir

Visualizações

10 Best Infographics Of 2011

18 dezembro 2011

Os novos gurus da dívida

Primeiro, surgiram os esclarecidos economistas a explicar que Portugal devia crescer pelo crédito. Seguiram-se outros iluminados economistas a explicar porque o país se endividou. Entre as dúvidas de pagar ou pagar (a dívida), aparecem agora os gurus alternativos, saídos de um documentário e das políticas que nos enterraram para onde estamos.
A Auditoria Cidadã à Dívida Pública reuniu este fim de semana para ver se pode avançar nesse desígnio. Este sábado, criaram uma comissão de 44, de um total de 700 presentes (na sexta à noite, dificilmente lá estavam 120, apesar dos sentados no chão e dos que entravam e saíam sem interesse nos oradores…). Como couberam todos?
O que choca nesta iniciativa da sociedade civil é ir buscar gente que participou no embuste do crescimento da dívida. Sejamos claros, políticos. Gente que normalmente (ia a dizer conspurca mas era uma generalização gratuita), gente que normalmente tem ideias feitas e interesses… políticos. Um exemplo? Ana Benavente, porque foi a primeira oradora na sexta-feira.
A senhora, que não conheço de lado nenhum e pela qual não nutro qualquer ódio ou estima, esteve 10 anos no Parlamento até 2005 e, como se o assunto lhe tivesse passado ao lado, alega agora que “a crise é política”, que “chegámos aqui sem dar por isso”, que “a pobreza magoa, as pessoas não são números” e que não devem ser vistas como “capital humano”. E eu concordo, em absoluto. No workshop de sexta-feira (porque aquilo não foi debate e muito menos "em profundidade"), Benavente elucidou ainda que hoje “não se luta por um salário, pede-se um empréstimo bancário”, numa via de “grande enriquecimento pelo grande endividamento”.
E “onde estamos”? No meio de “uma forte campanha de despolitização”, com “uma esquerda dividida” e uma “direita a uma só voz”. Acho que foi nesta altura que Francisco Louçã entrou na sala, com o seu sobretudo à Freitas do Amaral.
Onde estávamos? Que a “dívida serve de controlo social das pessoas”, de “controlo dos pais sobre os filhos e o contrário também”, e que os meios de comunicação social contribuem para “estarmos prisioneiros de quem e porquê?”
A ex-deputada do PS considerou que “a distância entre eleitores e eleitos nunca foi tão grande”, que estamos perante “um golpe de Estado e é preciso agir. O que fazer? É preciso ocupar o espaço da cidadania”.
Ouch! O meu aplauso mental saltitou para onde estava a senhora antes das eleições que afastaram o seu partido do poder e prosseguiu quando revelou que “sem utopia, teríamos ficado para sempre escravos”. E assim continuei, aos saltos, quando (re)lembrou o artigo 37º da Constituição sobre o soarista direito à indignação e não só (é mais sobre a liberdade de expressão e informação mas qualquer pessoa que invoca hoje em dia a Constituição merece aplauso).
Enquanto digeria lentamente o espaço da cidadania, a senhora atirou-se à auditoria cidadã, “feita por uma comissão de especialistas e não especialistas, independente” e que não prescinda das almas do Tribunal Constitucional e de outros (que basicamente falharam na sua prestação pública no passado, digo eu), porque é preciso obter dados e “os números devem estar ao serviço da cidadania”, até porque “o dinheiro do Estado é o nosso dinheiro”.
“Independente”. Foi o termo que fixei, achando que nessa altura ela ia abandonar o palco. Erro meu. Afinal, lembram-se de como Ana Benavente disse no início da sua intervenção que a crise era política? Pois a rematar atirou que “a re-estruturação da dívida é política”. Quem é que dizia que tudo era política? Numa lembrança da ex-deputada, “esta merda dos partidos é que divide a malta, pá”.

Debtocratas
Éric Toussaint e Costas Lapavitsas afinaram pelo mesmo diapasão que já tinham no documentário “Debtocracy”.
Para o primeiro, “o FMI aproveitou-se da insegurança dos países perante os mercados para agredir quem precisa de ajuda”. Estamos num “momento histórico na Europa, com várias iniciativas de auditoria da dívida” (França, Irlanda, Espanha ou Itália), considera Toussaint.
“A dívida soberana não se discute, só a margem que se liberta – mas quem faz os sacrifícios? São sempre os mesmos”. Apesar de se falar de uma “pequena taxa sobre os ricos, é o povo que paga pelas medidas de austeridade”. É, disse, “uma política ilegítima” porque não se funda na igualdade, fraternidade e solidariedade.
Este tipo de auditoria cidadã, que não precisa de aceder a documentos secretos porque muita da informação é pública, “é também para mobilizar, é realizada por especialistas mas também por cidadãos”. Nesse sentido, Lapavitsas sintetizou o espírito da coisa: “é um exercício de democracia”. Verdade.
A lógica de Toussaint visa analisar “de onde veio esta dívida, como aumentou, a quem se paga, quais são as condições, respeitam os direitos dos cidadãos”? Neste caminho, os cidadãos podem “obrigar” os governos a olhar para alternativas que não os penalizem em demasia. Ele considera que se podem tratar de “créditos odiosos” mas, como explica no documentário, o termo não pode voltar a ser usado para renegar a dívida. Ou pode?
Isso é que era bom de saber, quando elucida que “as dívidas são bombas ao retardador, para os bancos”. E? “Desafio é enfrentar a situação, com resistência e contra-ofensiva”. Como? Acho que foi nesta altura que Francisco Louçã saiu na sala, com o seu sobretudo dobrado no braço.
Achei bem, e continuei à espera que outros políticos também abandonassem a sala para efectivar a iniciativa cidadã. Ingenuidade minha, ninguém se mexeu…
E é altura de passar a Lapavitsas, com gráficos que demonstram como a nossa competitividade é miserável (e é mais um que usa o termo produtividade sem explicar a qual das várias definições está a recorrer).
Fica-se elucidado de que “a crise é resultado do sistema económico, não do Estado”, dado que os custos do trabalho está a crescer nos países periféricos (Portugal, Espanha, Grécia, Irlanda) “mas na Alemanha têm sido congelados”. Ah, e perante este país, a produtividade em Portugal “não é famosa” mas é “fraca por falta dos investimentos”.
Calma, mais uma vez, porque vai demorar “25 anos até à resolução das contas dos países da periferia”. Com fraca produtividade, fracas poupanças, enorme consumo, o que é de esperar? “Estagnação a longo prazo, maior desemprego, aumento da dívida, mais emigração jovem”.
Neste cenário, “os países só devem pagar aquilo que podem” e os cidadãos “têm de ser envolvidos em como e quando pagar a dívida”. E delinear uma “estratégia de saída”, que passa por repensar a posição na zona Euro, re-estruturação da dívida, “recapturar” a competitividade e proteger a banca. A sério, ele disse-o e eu não duvido que na protecção da banca estão muitos de acordo – menos eu.

Ideias de mais um guru
Perante isto tudo (e não foi pouco para quem ainda ficou para assistir ao penoso debate público, verdadeiro exercício de cidadania – meu…), quando todos são agora gurus sobre a dívida nacional e para não me ficar apenas por uma intervenção cínica mas também cívica, apresento duas ideias luminosas sobre uma auditoria que, como qualquer outra, deve prosseguir depois para a acção. Assim, e “para desarmar ideias feitas”:
1) o “think thank” de análise da dívida deve ter um carácter técnico e académico, mas sem envolvimento directo de políticos ou de ex-políticos - excepto se solicitados pela Iniciativa. Deve fazer uma análise rápida, em tempo útil, da dívida pública, de como chegámos aqui e do que estamos a fazer. Deve revelar os cargos responsáveis pela desgraça para serem responsabilizados (incluindo judicialmente, para acabar com o regabofe), e deve aconselhar atempadamente, alertar e divulgar o que está a ocorrer com os dinheiros públicos. Não deve apenas analisar o passado, enquanto no presente se repetem provavelmente os mesmos erros;
2) criar uma instituição bancária com accionistas cidadãos interessados. Este deve funcionar com as regras da banca internacional e foco estratégico na compra da dívida portuguesa (e alemã e francesa ou interesses em Angola, Brasil ou China e outros). Deve estar focado num retorno financeiro para Portugal assumir a sua dívida como soberana – isto é, uma dívida refinanciada dentro de portas e eliminada ASAP. Os lucros serão distribuídos anualmente pelos seus accionistas/clientes, libertando as margens necessárias para prosseguir. Ser-lhe-á vedado o financiamento de qualquer partido, nacional ou estrangeiro. Há mais pormenores mas estas são as ideias-chave.
Em resumo, retirem-se os políticos da equação que nos trouxe onde estamos, enfrente-se a crise com as mesmas armas dos nossos inimigos financeiros. Falamos depois.

Sessão da tarde: Swing of Change