21 agosto 2013

Ah, ah, ah, ah...

Big Brother Isn’t A Reason For Journalists To Quit The Internet: In fear of Big Brother, award-winning technology law blog, Groklaw, has decided to shut down. TechCrunch, however, will not be following its lead. There is always a risk that an abusive government agent may try to intercept or intimidate our sources, but it’s the kind of risk that every media outlet has faced since the printing press and will continue to face into the foreseeable future.

20 agosto 2013

Divulgação científica

A comunicação científica numa sociedade democrática: Comunicação de ciência não é apenas transferir conhecimento ou informação. Talvez este tipo de pensamento explique o motivo pelo qual a cobertura de Ciência, Tecnologia e Informação (C, T & I) ainda seja deficitária na imprensa brasileira. Conforme argumenta o educador Carlos Vogt, a comunicação científica aproxima, compartilha e estimula. Neste contexto, ela também exerce um papel social, que é o de municiar cidadãos comuns, que não detêm o “poder”, pois informação também é poder, com recursos capazes de envolvê-los na discussão de temas relevantes para a sociedade.

O primeiro passo para a popularização de ciência, termo que Vogt usa com propriedade, é a conscientização, por parte dos jornalistas e comunicadores de ciência, de seu papel de “mediadores” entre os interesses e necessidades da comunidade científica e o público leigo. A tarefa é desafiadora: traduzir e contextualizar o relato científico de forma palatável e cativante ao leitor que não está familiarizado com os jargões da ciência. Isso tudo, é claro, sem perder de vista o rigor científico.

De notícia a publicidade

CNET Turns Editorial Reviews Into Ads: Welcome to the brave new world of native advertising, where publishers are trying to come up with twists that go beyond standard ads and that carry the whiff of editorial credibility.

Lavar janelas em Nova Iorque

13 agosto 2013

O primeiro anúncio comercial na televisão


The first television advertisement was broadcast in the United States at 2:29 p.m. on July 1, 1941. NBC affiliate WNBT aired this 10 second spot before a baseball game between the Brooklyn Dodgers and Philadelphia Phillies, displaying a Bulova watch over a map of the U.S., with a voice-over of the company's slogan "America runs on Bulova time!"
The Bulova commercial was the world's first legal television commercial and cost the Bulova Watch Company a whopping $9.00 USD.

via This Is the World's First TV Ad

03 agosto 2013

Portas da memória: da extrema-direita para o centro da social-democracia

(Do Público, de 24 de Abril de 2002, copiado do pt.soc.politica):

Jornal Alemão Compara Paulo Portas a Haider e Le Pen
Por HELENA FERRO GOUVEIA, Frankfurt

Líder do CDS/PP acusado de prosseguir uma estratégia e uma política antieuropeia e excessivamente populista

O ministro da Defesa português, Paulo Portas, tem um sério problema de imagem na Alemanha. Não é a primeira vez que os "media" germânicos atacam Portas ou traçam um paralelismo entre o seu discurso e o da direita mais extrema. Ontem, porém, ter-se-á atingido o píncaro das comparações: numa só página de jornal, o líder do CDS-PP é equiparado ao austríaco Joerg Haider e ao candidato presidencial francês Jean-Marie Le Pen.

"As criancinhas em Lisboa poderão em breve cantar o hino todas as manhãs em pé. Que esse acto não contribua para reforçar o pensamento de integração europeia é indiferente para Paulo Portas", escrevia ontem o "Handelsblatt". Este prestigiado diário económico alemão abria o artigo principal do destaque - na sua página dois - sobre a direita populista na Europa, com o "caso português"." Populistas de direita do tipo de um Portas ou de um Jean-Marie Le Pen apostam em tiradas nacionalistas e têm êxito", prosseguia o diário.

Para ilustrar o texto, o "Handelsblatt" optou por um mapa da Europa no qual os democratas-cristãos de Paulo Portas surgem na companhia da Frente Nacional, do FPOe, do Vlaams Blok, do Danks Folkeparti e de várias outras formações políticas de extrema-direita.

Ao lado da prosa principal, uma coluna, intitulada "a hora dos populistas", elucidava os leitores sobre os diversos líderes da extrema-direita na Europa. A primeira peça desta coluna era dedicada ao governador da Caríntia, Joerg Haider, seguindo-se um texto sobre o italiano Umberto Bossi, outro sobre os nacionalistas na Escandinávia, um quarto artigo sobre o extravagante Pim Fortuyn holandês e, por um fim, um texto sobre o "antieuropeísmo" do ministro da Defesa português. "Com uma campanha antieuropeia, Portas conseguiu conquistar 8,8 por cento de votos. O Partido Popular português desenvolveu-se nos anos 90, seguindo o modelo do FPOe austríaco, no sentido de um partido de direita populista. Portas gosta de se ver no papel do provocador e usa com frequência um tom nacionalista ao qual os portugueses estavam habituados durante a ditadura salazarista."

Curiosity em Marte: 12 meses em dois minutos

02 agosto 2013

O desintelectual português



O desintelectual português fala de tudo.

Fala de graffitis num "país de selvagens". Mesmo quando desmentido pela realidade.

O desintelectual português apresenta resultados de alegados e "bem documentados" estudos mas não cita fontes nem datas ("vandalismo nas áreas circundantes aos espaços criados especificamente para graffiti aumentou em 300%" vs "graffiti in the surrounding areas of these walls increases up to 300%").

Só apresenta as fontes que estão mais próximas do seu ponto de vista ("o custo de remoção de graffiti está bem documentado, e de acordo com os dados de um outro estudo realizado nos Estados Unidos da América, também no estado da Califórnia, este foi de cerca de 28 milhões de dólares em 2006"). Pormenor de reduzida importância - a que se refere aquele custo?!?... -, nem sequer sabe citar: "A 2006 survey of the 88 cities, Caltrans and Metro in Los Angeles County on graffiti removal found the cost was about $28 million".

O desintelectual português refere sempre "boas práticas internacionais" (para sustentar que o país onde vive é demasiado pequeno para ele e para as suas concepções?), sem nunca demonstrar quais são essas boas práticas.

O desintelectual português com currículo para isso fala de tudo, dos graffitis às manifestações ao triunfo do big brother da videovigilância.

Neste último caso e antes de apresentar ideias, o desintelectual português ataca o "conjunto não negligenciável de pessoas que - de uma forma explícita ou mais velada - têm procurado contrariar em Portugal a implementação - séria - de um programa nacional de videovigilância. São as mesmos que, normalmente, tentam invocar as liberdades e as garantias dos cidadãos mas que esquecem (de propósito ou de um modo inconsciente) as enormes vantagens de um registo filmado da ocorrência de um crime".

O desintelectual português afirma que "o big brother venceu (...) porque provou, nos últimos meses, a sua verdadeira utilidade. Para os paladinos de uma suposta defesa da privacidade, a resolução da investigação aos atentados de Boston, nos Estados Unidos da América, e ao recente e trágico acidente ferroviário, em Espanha, são uma derrota definitiva".

E com estes dois exemplos se sustenta a vitória do big brother videovigilantista! Esquecendo estudos que provam o contrário (um exemplo: Do police cameras reduce crime?)...

Ora o desintelectual português não pode desconhecer que o caso de Espanha não interfere com as liberdade cívicas: a videocâmara aponta para a linha ferroviária, não para a casa das pessoas ou para uma esplanada na rua.

Quanto a Boston (e deixando de lado que as videocâmaras não antecipam crimes, nem o FBI o consegue fazer), esquece-se que se as imagens iniciais foram registadas por videocâmaras mas a prisão do segundo fugitivo ocorreu num pátio, dentro de um barco, revelado às autoridades por um morador.

Mais, o que esta videovigilância generalizada (também nas mãos dos cidadãos) permitiu descobrir em Boston é que a polícia abusou dos legítimos direitos dos cidadãos, ao entrar dentro das suas casas sem mandato judicial. E o que esta videovigilância mais anda a demonstrar desde o caso Rodney King, em 1992, é o abuso policial. O big brother pode ter triunfado mas não foi às mãos das autoridades.

Mas isto pouco interessa porque o desintelectual português gosta de elogiar o poder, não de o estudar. Em 2012, dizia: "Em Portugal, parece-me que os contratos locais de segurança, muito dinamizados pelo anterior ministro da Administração Interna Rui Pereira". Este ano, evolui para "mau grado os esforços (muito bem-vindos) dos dois últimos ministros da Administração Interna, Rui Pereira e Miguel Macedo".

Este é apenas um exemplo do desintelectual português que, em geral, devia ser estudado. Mas por quem?

(imagem de Coronelismo Intelectual)