21 abril 2016

A favor do cumprimento punho contra punho


O director-geral da Saúde, Francisco George, anda preocupado com as infecções hospitalares por não se lavarem as mãos desde, pelo menos, 2007 ou 2008. Voltou a alertar ontem para o mesmo problema.

Eu fico igualmente preocupado com os cumprimentos protocolares, quando individualidades como o Presidente da República têm de cumprimentar dezenas de pessoas, e podem transmitir micróbios de mão em mão ou de beijo em beijo, além de eles próprios poderem sofrer com esta prática no recato da sua saúde.

Assim, e também para acabar com a discriminação de cumprimentos entre homens e mulheres, que tal cumprimentar punho contra punho? A ideia não é nova mas pouco aceite - recorda sub-culturas que, afinal, parecem ser mais higiénicas...



Em 2013, o "The Fist Bump Manifesto" alertava para que "Bumping fists has a negative bro-stigma, but it's better than shaking hands — in that it transmits significantly fewer bacteria. At a time of global concern that our antibiotics are becoming obsolete, new research shows how fist bumping could save lives".

O Medical Daily titulava depois: "Why A Fist Bump Is More Hygienic Than A Handshake: A Dap Is 4 Times Less Likely To Spread Bacteria".

No ano seguinte, o Science Daily afirmava: "“Fist bumping” transmits significantly fewer bacteria than either handshaking or high-fiving, while still addressing the cultural expectation of hand-to-hand contact between patients and clinicians".

Perante provas científicas, porquê insistir numa cultura delicada de propagação infecciosa?

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