31 janeiro 2015

Poiares Maduro, o nosso Obama!

Antes de efectuar o último discurso do Estado da União, o presidente Obama revelou o discurso no site Medium.

Ontem, o ministro adjunto e do Desenvolvimento Regional colocou partes do seu discurso no site do Governo às 18h26, quando ainda nem tinha entrado na sala onde foi falar sobre os media.

 

Ao contrário do que diz Alberto da Ponte, temos homem...

Que ministério contrata uma jornalista da RTP com este perfil?

"Tem uma carreira nacional e internacional na área da Comunicação Social e foi distinguida várias vezes por instituições públicas e privadas pelos trabalhos desenvolvidos enquanto jornalista da RTP [exemplo...]. Entrou para a estação pública em 1998, tendo passado pela apresentação dos serviços noticiosos da RTP África e acompanhado como repórter alguns conflitos internacionais. Foi enviada especial ao conflito militar da Guiné-Bissau (1998), à crise económica na Argentina (2002), às eleições presidenciais na Venezuela (2003) e a ações humanitárias na guerra de Angola (2005). Em 2004 inicia a carreira na Grande Reportagem, onde se destaca o primeiro documentário, “Inocência Mutilada”, um trabalho jornalístico que deu origem à discussão da alteração de Lei sobre este crime semipúblico na Guiné-Bissau".

A resposta aqui.

23 janeiro 2015

19 janeiro 2015

24 conselhos de Werner Herzog


1. Always take the initiative.
2. There is nothing wrong with spending a night in jail if it means getting the shot you need.
3. Send out all your dogs and one might return with prey.
4. Never wallow in your troubles; despair must be kept private and brief.
5. Learn to live with your mistakes.
6. Expand your knowledge and understanding of music and literature, old and modern.
7. That roll of unexposed celluloid you have in your hand might be the last in existence, so do something impressive with it.
8. There is never an excuse not to finish a film.
9. Carry bolt cutters everywhere.
10. Thwart institutional cowardice.
11. Ask for forgiveness, not permission.
12. Take your fate into your own hands.
13. Learn to read the inner essence of a landscape.
14. Ignite the fire within and explore unknown territory.
15. Walk straight ahead, never detour.
16. Manoeuvre and mislead, but always deliver.
17. Don't be fearful of rejection.
18. Develop your own voice.
19. Day one is the point of no return.
20. A badge of honor is to fail a film theory class.
21. Chance is the lifeblood of cinema.
22. Guerrilla tactics are best.
23. Take revenge if need be.
24. Get used to the bear behind you.

Desvalorização salarial

Salários do privado perderam 11% em 4 anos. No Estado foi o dobro: As contas são simples: entre 2011 e 2014, o rendimento líquido médio nominal dos trabalhadores do sector privado diminuiu 5,7%, mas se considerarmos o efeito da inflação, o ganho médio real de 2014 - o poder de compra - é inferior ao de 2011 em 11,6%.

Para os trabalhadores da Função Pública, a redução foi ainda maior. A perda de poder de compra foi o dobro. "Entre 2010 e 2014, como consequência do efeito conjugado do corte das remunerações nominais, do aumento enorme de impostos e dos descontos para a ADSE, o poder de compra reduziu-se em 22,1%", revela um estudo realizado pelo economista Eugénio Rosa. E este ano "o poder de compra destes trabalhadores continuará inferior em 21,4% ao que tinham em 2010".


Memória? André Freire em 2012: A desvalorização salarial e o excecionalismo português: Perante uma tão profunda desvalorização do trabalho, com consequências tão graves nas vidas dos portugueses e na qualidade dos serviços, como explicar a apatia geral? Não é fácil, mas eu avanço três hipóteses. Primeiro, deixaram de funcionar os contrapesos no sistema político. Excetuando algumas declarações inconsequentes, sobre "iniquidades nos cortes de subsídios" e sobre a necessidade de apoio ao crescimento, Cavaco tem dado cobertura a tudo sem sequer pedir a devida fiscalização constitucional, mesmo quando ela era evidentemente necessária (cortes de subsídios, novas leis laborais, etc.). E o PS abdicou de ser oposição, preferindo trair os seus eleitores (a quem tinha prometido que não acompanharia derivas radicais além troika) para poder aceitar, com as suas "abstenções violentas", tudo o que vem do governo. Segundo, a atitude da generalidade dos jornalistas e comentadores que, com a sua débil cultura política, se especializaram em alimentar o cinismo político: apesar de muitas das mais graves medidas de desvalorização salarial não estarem no memorandum e contrariarem promessas eleitorais, tudo é aceite com a ideia cínica de que os políticos em campanha dizem uma coisa e depois fazem outra. Mas há países que levam a democracia a sério: veja-se o abaixamento da idade da reforma, etc., que está a ocorrer em França, conforme as promessas eleitorais e a contrário das previsões de jornalistas e comentadores portugueses... Por último, temos a falta de entendimentos entre as esquerdas portuguesas, incapazes de gerarem uma alternativa credível e minimamente consistente ao statu quo. Perante tal falta de sentido de alternativas, resulta quase compreensível a alienação dos portugueses: incapazes de se erguerem para defender os direitos fundamentais, preferem concentrar as energias na alienação futebolística, num estado de quase "morte cerebral" (Pacheco Pereira).

18 janeiro 2015

Jornalistas em Portugal

Jornalistas em Portugal: há lugar para os novos? Os jornalistas portugueses são menos, estão mais velhos, têm mais formação académica e cada vez há maior percentagem de mulheres.


O que falta neste estudo? Comparação demográfica, nomeadamente etária e com outras profissões.

Olha, um novo ano nos media...

2015 Digital Media: A Call For a Big Business Model Cleanup: It’s time to wake-up and make 2015 the year of radical — and concerted — solutions.

A liberdade de expressão é tão bonita...


Charlie Hedbo é “um pasquim nojento”, diz D. Duarte: “Nesse aspecto estou inteiramente de acordo com o Papa Francisco I”, esclareceu, acrescentando que no seu entender “não é admissível insultar a crença, a fé e a religião dos outros”.

D. Duarte acrescentou, porém, que é preciso “defender a vida de pessoas que têm actividades que consideramos desprezíveis”, referindo-se aos jornalistas franceses assassinados em Paris.

On free speech, Pope Francis is beginning to reveal the limits to his liberalism: the Pope said: “It’s normal. You cannot provoke. You cannot insult the faith of others. You cannot make fun of the faith of others.” And then, he repeated the gesture.

Whoa! The Pope advocating not turning the other cheek? This really is new territory for the man who has been an admirable champion of the poor and scourge of corruption in his own Church during his brief time as boss.

David Cameron discorda do papa Francisco sobre direito de ironizar com religião: uma sociedade livre tem o direito de ironizar com a religião, discordando da opinião do papa Francisco, que considerou existirem limites para a liberdade de expressão.

"Acho que numa sociedade livre existe o direito de ser ofensivo com a religião dos outros", disse David Cameron, numa entrevista ao canal de televisão norte-americano CBS.

"Eu sou cristão. Se alguém diz algo ofensivo sobre Jesus, poderia considerá-lo ofensivo, mas numa sociedade livre não tenho o direito de libertar a minha vingança sobre" essa pessoa, adiantou.

Gérard Biard: Charlie Hebdo «défend la liberté de religion»: «Chaque fois que nous faisons un dessin de Mahomet, chaque fois que nous faisons un dessin de prophètes, chaque fois que nous faisons un dessin de Dieu, nous défendons la liberté de religion», assure-t-il...

A beginner’s guide to Voltaire, the philosopher of free speech and tolerance: The French are turning to Voltaire for guidance in the aftermath of the Charlie Hebdo attack. Here are his key quotes, misquotes, major works – and run-ins with the authorities

Why political solidarity at the Paris Hebdo rally has become the most dangerous threat ever to privacy: Heads of state rarely converge in the cause of basic liberties (E a CNN? "34-Year Veteran Jim Clancy Leaves CNN After Controversial Charlie Hebdo Tweets")

Laughing in the face of danger: the state of satire in the Muslim world: Cartoons depicting Muhammad are unthinkable in Muslim countries. But there are plenty of homegrown satirists poking fun at reactionaries, autocrats and jihadis.

Ridiculing of leaders through satire has a long history: "I see nothing heroic about a bunch of elite white writers and artists picking on the identities and beliefs of minorities," Beirut-based culture writer Yazan Al-Saadi wrote in OpenDemocracy. "Satire is supposed to be an act that punches up to power, and not down to the weak."

Charlie Hebdo and the Other Within: A few days after the horror, brutalism and destruction there is a slowly growing some space for some degree of rationalization of what happened last week. I have two main observations to make here: first and inevitably, freedom of speech needs to be discussed and contextualized, second coinciding processes of globalization and glocalization are occurring.

Há anos que os espanhóis questionam como serem donos de ilhas no Alqueva....

Chegou o momento: Há 426 ilhas em Alqueva e a EDIA quer lançar algumas no turismo: Em 40 "não podemos mexer, por questões ambientais, mas nas restantes queremos que os portugueses possam desfrutar do potencial turístico ali existente", explica José Pedro Salema, presidente da EDIA.