Culturas, economia e política, tecnologia e impactos sociais, media, contaminantes sociais, coisas estranhas... Cultures, economy and politics, technology and social impacts, media, social contamination, weird stuff...
31 dezembro 2012
Coisas que é bom saber...
De acordo com os dados da Direcção-Geral do Orçamento, as despesas de pessoal na administração directa, institutos públicos, regional, local e segurança social representarão no final deste ano 15 mil milhões de euros, menos 14% do que em 2011. Enquanto isso, as aquisições de bens e serviços – viagens, telecomunicações, serviços de segurança, etc – atingirão os 22 mil milhões de euros, ou seja, mais 14% do que em 2011. E aqui não incluo os dados da Saúde porque é dirigida por um ministro que conhece muito bem a administração pública e tem os gastos efectivamente controlados. [...]
O Estado devia perceber que é urgente montar um sistema de regulação e controlo de gestão pública. Enquanto não perceber isso não controla o défice. Mas o Governo prefere cortar nas pensões, reduzir o subsídio de desemprego ou os salários. Os salários da função pública não chegam a 12% do PIB, quando a verba para aquisições e investimentos, ou seja, contratos com terceiros, ronda os 17%. Para reduzir a despesa pública, o Governo não deve ter a obsessão em reduzir os salários da função pública! A prioridade é controlar estas várias administrações públicas (indirecta, regional, etc).
(O problema do Governo é não conhecer a função pública)
O Estado devia perceber que é urgente montar um sistema de regulação e controlo de gestão pública. Enquanto não perceber isso não controla o défice. Mas o Governo prefere cortar nas pensões, reduzir o subsídio de desemprego ou os salários. Os salários da função pública não chegam a 12% do PIB, quando a verba para aquisições e investimentos, ou seja, contratos com terceiros, ronda os 17%. Para reduzir a despesa pública, o Governo não deve ter a obsessão em reduzir os salários da função pública! A prioridade é controlar estas várias administrações públicas (indirecta, regional, etc).
(O problema do Governo é não conhecer a função pública)
30 dezembro 2012
29 dezembro 2012
28 dezembro 2012
Ainda Baptista da Silva
Questões que permanecem, mesmo após o novo comunicado da direcção do Expresso:
1) Ninguém desconfiou antes de um cartão de visita do PNUD com um endereço de correio electrónico no Gmail?
Contexto: "Victor Ângelo, que foi secretário-geral adjunto da ONU antes de se reformar há dois anos, nota a originalidade do cartão de visita que o "técnico do PNUD" entregou ao director adjunto do Expresso - usa um velho logótipo da ONU, já em desuso, e tem uma morada de gmail [...]"
2) É normal o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) investigar entrevistas e alertar a comunicação social para casos destes?
Contexto: "No Ministério dos Negócios Estrangeiros a entrevista também causou estranheza, pelas mesmas razões. Logo na segunda-feira, 17 de Dezembro, foram enviadas perguntas para Nova Iorque e para Genebra: o MNE queria saber se Baptista da Silva trabalhava de facto para o PNUD e se o observatório citado existia. A meio da semana chegaram a Lisboa respostas preliminares, dizendo que "tudo indicava ser falso", disseram ao PÚBLICO fontes diplomáticas. Na quinta-feira, numa reunião de coordenação, o assunto foi abordado, mas só de passagem: a equipa do departamento multilateral aguardava resposta formal sobre o caso. Antes do Natal, a resposta oficial chegou por telefone: não havia rasto daquele homem, era um impostor."
Contexto: "A SIC – que segundo Nicolau Santos foi alertada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros – desvendou, no domingo, a suposta farsa de Artur Baptista da Silva".
3) Após a entrevista ao Expresso a 15 de Dezembro, o MNE questiona a ONU a 17. A "meio da semana" (entre 18 e 20?) chegam "respostas preliminares", sendo o caso abordado a 21 mas "só de passagem" numa "reunião de coordenação" (do MNE ou da ONU?). 21 foi a sexta-feira da emissão na SIC do Expresso da Meia Noite com Baptista da Silva. A SIC revela que ele é "impostor" a 23 de Dezembro. A "resposta oficial" do MNE (ou da ONU) chegou assim entre dias 22 e manhã de 23?
4) Qual a razão da urgência do MNE (ou da ONU) trabalharem sábado 22 e manhã de domingo 23 para alertar a SIC sobre o "impostor"? E que equipa é esta do "departamento multilateral" que não existe na lei orgânica do MNE? Ou será da ONU - mas, mesmo assim, quem alertou a SIC sobre a "resposta oficial"?
1) Ninguém desconfiou antes de um cartão de visita do PNUD com um endereço de correio electrónico no Gmail?
Contexto: "Victor Ângelo, que foi secretário-geral adjunto da ONU antes de se reformar há dois anos, nota a originalidade do cartão de visita que o "técnico do PNUD" entregou ao director adjunto do Expresso - usa um velho logótipo da ONU, já em desuso, e tem uma morada de gmail [...]"
2) É normal o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) investigar entrevistas e alertar a comunicação social para casos destes?
Contexto: "No Ministério dos Negócios Estrangeiros a entrevista também causou estranheza, pelas mesmas razões. Logo na segunda-feira, 17 de Dezembro, foram enviadas perguntas para Nova Iorque e para Genebra: o MNE queria saber se Baptista da Silva trabalhava de facto para o PNUD e se o observatório citado existia. A meio da semana chegaram a Lisboa respostas preliminares, dizendo que "tudo indicava ser falso", disseram ao PÚBLICO fontes diplomáticas. Na quinta-feira, numa reunião de coordenação, o assunto foi abordado, mas só de passagem: a equipa do departamento multilateral aguardava resposta formal sobre o caso. Antes do Natal, a resposta oficial chegou por telefone: não havia rasto daquele homem, era um impostor."
Contexto: "A SIC – que segundo Nicolau Santos foi alertada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros – desvendou, no domingo, a suposta farsa de Artur Baptista da Silva".
3) Após a entrevista ao Expresso a 15 de Dezembro, o MNE questiona a ONU a 17. A "meio da semana" (entre 18 e 20?) chegam "respostas preliminares", sendo o caso abordado a 21 mas "só de passagem" numa "reunião de coordenação" (do MNE ou da ONU?). 21 foi a sexta-feira da emissão na SIC do Expresso da Meia Noite com Baptista da Silva. A SIC revela que ele é "impostor" a 23 de Dezembro. A "resposta oficial" do MNE (ou da ONU) chegou assim entre dias 22 e manhã de 23?
4) Qual a razão da urgência do MNE (ou da ONU) trabalharem sábado 22 e manhã de domingo 23 para alertar a SIC sobre o "impostor"? E que equipa é esta do "departamento multilateral" que não existe na lei orgânica do MNE? Ou será da ONU - mas, mesmo assim, quem alertou a SIC sobre a "resposta oficial"?
Annie Leibovitz
One must take care, when writing about well-connected cultural figures, not to abuse the word iconic. But when one writes about the photographer Annie Leibovitz, one almost has to abuse it.
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