1. Porque será que quer o Expresso como o Público, o Diário de Notícias, A Capital, o Jornal de Notícias ou o Diário Económico eliminaram a referência à AACS na frase mais citada do veto do PR ao Gabinete de Informação e Comunicação, "não há défice, antes excesso de presença estatal e governamental nos meios de comunicação social"? (O Expresso só hoje lhe fez referência.)
2. Porque será que o gabinete da Presidência da República apenas hoje disponibilizou "online" e à Lusa o texto do tal veto?
3. Porque será que também hoje a Presidência da República sentiu a necessidade de justificar o veto "com as dificuldades financeiras que Portugal atravessa", depois das anteriores declarações apontarem noutros sentidos (sinal ao Governo, inexistência de falta de informação governamental)?
Recorde-se que no Orçamento de Estado para 2005, a Presidência da República vê o seu orçamento reduzido de 16,8 milhões de euros em 2004 (estimativa) para 15 milhões - a única diminuição (de 10,7 por cento) numa rubrica onde aumentam os orçamentos do Provedor de Justiça, Tribunal de Contas, Instituto do Desporto de Portugal ou Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos...
Culturas, economia e política, tecnologia e impactos sociais, media, contaminantes sociais, coisas estranhas... Cultures, economy and politics, technology and social impacts, media, social contamination, weird stuff...
22 novembro 2004
VITAMEDIAS
Cortar o mal pela raiz: O que é verdadeiramente devastador - para a classe em geral e a imagem dos prevaricadores em particular - é esta promiscuidade permanente (e consentida) entre o jornalismo e uma qualquer central de informação, seja ela governamental, da publicidade ou qualquer outra. Por isso deve ser, sempre, uma opção sem retorno. É o que acontece, por exemplo, nos EUA, onde a ?experiência? - como gostam de lhe chamar os especialistas da modalidade - lhes acrescenta tão-só currículo para o ensino.
21 novembro 2004
.DE!
The Invisibility Game! It's like one of those "how steady is your cursor" flash games where you weave your mouse through tough obstacles. Except here, you can't see the mouse.
12MANY: Counting the Stars
12MANY: Counting the Stars
PHOTO-GRAFIA
hello, can you see me? a group moblog event, sharing the lives of 24 people over 48 hours in new york city
19 novembro 2004
VITAMEDIAS
Springtime of the Moguls: Beware. Today's media-titans-to-be aren't fire-breathing barbarians but cheerful, civilized guys
The moguls have raised a generation quite unlike themselves-and now the personality of their business, its main motivations, possibly its entire reason for being, are in play. [...]
If the theme of the last generation was to manage growth - corporate growth as well as the worldwide demand for ever more media diversion - the theme of this new generation has been (and will be) to manage decline. The media center doesn't hold: the fall of the networks, the collapse of the 30-second spot, the commodification of news, the breakdown of distribution monopolies, and audiences everywhere stealing whatever can be stolen. [...]
After all, the share price of each media colossus is stuck in amber. From an investor's standpoint, all these companies are dogs. The usual strategy by which a mogul would move an immovable share price is to do a big deal. But there's nothing left to buy. The only alternative then is to sell - but moguls are not, by temperament, sellers, and you can't sell if the only buyers are your competitors.
Hence... the new paradigm. [...]
So what happens when reasonable, logical, sane, not unnaturally greedy, not too glamour-struck, generally mature (mature enough - or tired enough - not to want to conquer the world anew), strictly accountable (nobody here is going to have boards or shareholders in the palm of their hands) men find themselves in charge of a world made out of ego, greed, grandiosity, and lack of accountability?
Possibly, they let it fall apart.
(By Michael Wolff, a two-time National Magazine Award winner. His book "Autumn of the Moguls", which surveys, in part, the increasing obsolescence of those at the helm of media empires, comes out in paperback this month)
The moguls have raised a generation quite unlike themselves-and now the personality of their business, its main motivations, possibly its entire reason for being, are in play. [...]
If the theme of the last generation was to manage growth - corporate growth as well as the worldwide demand for ever more media diversion - the theme of this new generation has been (and will be) to manage decline. The media center doesn't hold: the fall of the networks, the collapse of the 30-second spot, the commodification of news, the breakdown of distribution monopolies, and audiences everywhere stealing whatever can be stolen. [...]
After all, the share price of each media colossus is stuck in amber. From an investor's standpoint, all these companies are dogs. The usual strategy by which a mogul would move an immovable share price is to do a big deal. But there's nothing left to buy. The only alternative then is to sell - but moguls are not, by temperament, sellers, and you can't sell if the only buyers are your competitors.
Hence... the new paradigm. [...]
So what happens when reasonable, logical, sane, not unnaturally greedy, not too glamour-struck, generally mature (mature enough - or tired enough - not to want to conquer the world anew), strictly accountable (nobody here is going to have boards or shareholders in the palm of their hands) men find themselves in charge of a world made out of ego, greed, grandiosity, and lack of accountability?
Possibly, they let it fall apart.
(By Michael Wolff, a two-time National Magazine Award winner. His book "Autumn of the Moguls", which surveys, in part, the increasing obsolescence of those at the helm of media empires, comes out in paperback this month)
VITAMEDIAS
2004 AAAS Science Journalism Award Winners Named (no online, o vencedor foi Carl Zimmer com o blogue The Loom).
VITAMEDIAS
N'O Insubmisso: "4. Quanto às sondagens para os cargos de Direcção de Informação da RTP foram efectuadas por pessoas ligadas a Nuno Morais Sarmento e a Almerindo Marques e por outras ligadas ao jovem administrador vindo da Missão Portugal, da Altamira e da EuroRSCG chamado Gonçalo qualquer coisa. As sondagens foram efectuadas junto de pessoas minhas conhecidas nas agências Unimagem, JLM e Associados e LPM. Se quiser os dias e as horas também lhe forneço. Todas as pessoas recusaram e tiveram, os responsáveis da RTP, que recorrer a pessoas da casa para não provocar convulsões no conturbado ambiente da comunicação social poruguesa"
TECNOSFERA
Notícia ou publicidade ou revelação da incapacidade em partilhar uns bons filtros? Bill Gates reçoit quatre millions d'e-mails par jour, la plupart non sollicités, ce qui fait certainement de lui la principale victime des "spams" dans le monde, a déclaré jeudi le directeur général de Microsoft, Steve Ballmer.
Heureusement pour lui, [Kill Bill Gates] dispose de filtres efficaces et ne reçoit réellement qu'une poignée de ces messages
Heureusement pour lui, [Kill Bill Gates] dispose de filtres efficaces et ne reçoit réellement qu'une poignée de ces messages
18 novembro 2004
VITAMEDIAS
Na sua deliberação, a AACS afirma (A.3.2 Os acontecimentos na TVI e, aqui transcrito, Conclusões - 1):
d) considerar que ? embora sendo contrastantes as versões dos dois únicos intervenientes na reunião que alegadamente levou à cessação dos referidos comentários, o presidente do Grupo Media Capital e o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa, e não podendo assim ser, com razoável rigor, estabelecido o que ocorreu ? a simples e comprovada iniciativa da abordagem de questões estratégicas da empresa, designadamente editoriais, na sequência cronológica das afirmações do Ministro dos Assuntos Parlamentares, e no quadro da significativa entrada do Grupo RTL/Bertelsmann na estrutura accionista da Media Capital, é interpretável como condicionamento da colaboração do comentador;
e) considerar que o presidente do Grupo Media Capital objectivamente interferiu na área da exclusiva responsabilidade do Director de Informação da TVI, sem a presença, a intervenção atempada, sequer o conhecimento prévio deste, facto que infringiu a liberdade editorial legalmente protegida.
Como é que se pode deduzir isto? Assim, Morais Sarmento pode falar tranquilamente que as conclusões da Alta Autoridade têm "falta de credibilidade". (Claro que, no todo, ajuda ver, a propósito, o que acontece quando um ministro se afunda e outro o tenta ajudar...:-)
Na sua declaração de voto, o presidente da AACS conclui que não foi provado "que o Governo tivesse tido qualquer espécie de intervenção na substituição do Director do DN."
No entanto, no ponto A.1.5, diz-se que "O arq.º José António Saraiva confirmou ainda a origem governamental da notícia publicada pelo EXPRESSO referente à aceitação por parte da dr.ª Clara Ferreira Alves do convite para directora do ?DN?.
No ponto C.1.2, "A dr.ª Clara Ferreira Alves referiu ainda haver sido contactada por duas vezes pelo Primeiro-Ministro, no âmbito da relação de amizade pessoal que tem com o dr. Pedro Santana Lopes, afirmando-lhe este ter conhecimento do convite e, após a referida recusa, lamentar mas respeitar as razões".
E não houve "qualquer espécie de intervenção na substituição do Director do DN"?
No ponto C.1.2, refere-se que "uma prova de transparência da relação entre esta gestão mediática e os sectores editoriais era uma carta firmada por um então administrador da PT, dr. Henrique Granadeiro, e dirigida aos directores dos órgãos de comunicação social do grupo, estabelecendo que o tratamento jornalístico de assuntos ligados aos interesses de accionistas de referência da PT deveria ser previamente comunicado à administração, para que esta o participasse aos accionistas em causa, prevendo-se depois uma abordagem da questão entre a administração e os referidos directores para decisão final, e que, em caso de desacordo, prevaleceria o interesse editorial. [ver também C.3]
Afinal, o tal código de conduta entre a administração da PT e as direcções editoriais do grupo não era apenas sobre assuntos da PT, como foi veiculado, mas também sobre os seus "accionistas de referência", onde se incluem Grupo Banco Espírito Santo, Telefónica, Grupo Caixa Geral de Depósitos, Grupo BPI, Patrick Monteiro de Barros, Institutos Financeiros do Estado Português ou o ING Bank...
P.S. "back to basics": se triunfasse a lógica de Gomes da Silva - que queria o contraditório do PSD perante um outro elemento do PSD -, já imaginaram o que seriam os comentários políticos nos próximos anos? A Quadratura do Círculo, por exemplo, teria seis ou mais comentadores...
d) considerar que ? embora sendo contrastantes as versões dos dois únicos intervenientes na reunião que alegadamente levou à cessação dos referidos comentários, o presidente do Grupo Media Capital e o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa, e não podendo assim ser, com razoável rigor, estabelecido o que ocorreu ? a simples e comprovada iniciativa da abordagem de questões estratégicas da empresa, designadamente editoriais, na sequência cronológica das afirmações do Ministro dos Assuntos Parlamentares, e no quadro da significativa entrada do Grupo RTL/Bertelsmann na estrutura accionista da Media Capital, é interpretável como condicionamento da colaboração do comentador;
e) considerar que o presidente do Grupo Media Capital objectivamente interferiu na área da exclusiva responsabilidade do Director de Informação da TVI, sem a presença, a intervenção atempada, sequer o conhecimento prévio deste, facto que infringiu a liberdade editorial legalmente protegida.
Como é que se pode deduzir isto? Assim, Morais Sarmento pode falar tranquilamente que as conclusões da Alta Autoridade têm "falta de credibilidade". (Claro que, no todo, ajuda ver, a propósito, o que acontece quando um ministro se afunda e outro o tenta ajudar...:-)
Na sua declaração de voto, o presidente da AACS conclui que não foi provado "que o Governo tivesse tido qualquer espécie de intervenção na substituição do Director do DN."
No entanto, no ponto A.1.5, diz-se que "O arq.º José António Saraiva confirmou ainda a origem governamental da notícia publicada pelo EXPRESSO referente à aceitação por parte da dr.ª Clara Ferreira Alves do convite para directora do ?DN?.
No ponto C.1.2, "A dr.ª Clara Ferreira Alves referiu ainda haver sido contactada por duas vezes pelo Primeiro-Ministro, no âmbito da relação de amizade pessoal que tem com o dr. Pedro Santana Lopes, afirmando-lhe este ter conhecimento do convite e, após a referida recusa, lamentar mas respeitar as razões".
E não houve "qualquer espécie de intervenção na substituição do Director do DN"?
No ponto C.1.2, refere-se que "uma prova de transparência da relação entre esta gestão mediática e os sectores editoriais era uma carta firmada por um então administrador da PT, dr. Henrique Granadeiro, e dirigida aos directores dos órgãos de comunicação social do grupo, estabelecendo que o tratamento jornalístico de assuntos ligados aos interesses de accionistas de referência da PT deveria ser previamente comunicado à administração, para que esta o participasse aos accionistas em causa, prevendo-se depois uma abordagem da questão entre a administração e os referidos directores para decisão final, e que, em caso de desacordo, prevaleceria o interesse editorial. [ver também C.3]
Afinal, o tal código de conduta entre a administração da PT e as direcções editoriais do grupo não era apenas sobre assuntos da PT, como foi veiculado, mas também sobre os seus "accionistas de referência", onde se incluem Grupo Banco Espírito Santo, Telefónica, Grupo Caixa Geral de Depósitos, Grupo BPI, Patrick Monteiro de Barros, Institutos Financeiros do Estado Português ou o ING Bank...
P.S. "back to basics": se triunfasse a lógica de Gomes da Silva - que queria o contraditório do PSD perante um outro elemento do PSD -, já imaginaram o que seriam os comentários políticos nos próximos anos? A Quadratura do Círculo, por exemplo, teria seis ou mais comentadores...
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